sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Santa Mônica











Santa Mônica

27 de agosto

“Mulher de fé viril, de assentada gravidade, de cristã piedade e materna caridade” (Sto. Agostinho)

No ano de 332 em Tagaste, norte da África, nasceu Mônica, de família Cristã e abastada, sendo assim educada na Fé Cristã e teve como privilégio a permissão para estudar.
Mônica, jovem de fino trato, foi dada em casamento a um cidadão, também de Tagaste, e de nome Patrício. Patrício apesar de sua boa linhagem era rude e pagão, além de tudo era genioso e lento.
Para a jovem Monica os anos de convivência matrimonial foram difíceis e penosos, porém foi no crucificado que ela encontrou forças, para suportar o peso da cruz. Sua vida eram suplicas penitências e sacrifícios pela conversão de seu marido.
Da união de Patrício e Mônica nasceram três filhos; Agostinho, Navigio e Perpetua. O fruto de tantas lagrimas e orações foi a conversão de seu esposo Patrício, que logo após receber o batismo adormeceu na paz do Senhor.
Agostinho, filho mais velho, sempre foi motivo de preocupação para Monica o coração de mãe ficava apreensivo com a insubordinação do filho e também pela inconstância e temperamento difícil.
Quando seu pai morreu, Agostinho estava com dezessete anos, e decididamente saiu de casa alegando o desejo de estudar o mundo, porém lhe mostrou o caminho dos vícios e da imoralidade.
Dona Monica intensificou suas orações e suplicas pelo seu filho pródigo. O coração de mãe sofria e derramava lagrimas de dor pelos desmandos do filho. Certo dia ouviu de um bispo, a seguinte revelação: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lagrimas”.
Homem de espírito irrequieto, Agostinho destaca-se pela inteligência sendo um dos mais conceituados professores de retórica de Cartago. Para fazer sofrer, ainda mais, sua mãe, inscreve-se como membro ativo de uma seita Herética dos Maniqueus.
Tentando fugir dos cuidados e dos olhares de sua mãe, Agostinho foge para Itália, e em Milão é condecorado com o cargo de professor oficial de retórica.
Monica, não se dando por vencida, viaja da África para Itália com o firme propósito de recuperar o filho. O coração de mãe não se engana.
Por vezes Monica, em lagrimas, elevou suas preces à sempre Virgem Maria implorando sua valiosa intercessão.
Foi num desses momentos de intimidade com a Ssma. Virgem, que Monica recebeu o conselho de Nossa Senhora para usar a Sagrada Correia, segundo o modelo que ela mesma usava em Nazaré na Galiléia.
Em Milão, Agostinho tornou-se frequentador dos magníficos sermões do Bispo Ambrósio, primeiro por curiosidade, depois por interesse espiritual.
Os fatos pareciam confirmar o que em preces Mônica tanto desejou, pois Agostinho, seu filho Adeodato e seu amigo inseparável, Alipio, recebem o batismo de Santo Ambrósio.
Para Mônica, tudo estava consumado o fruto de suas preces e lagrimas, teria se confirmado com a conversão do filho era hora de voltar para a casa. Decide embarcar para África, Agostinho viaja acompanhado de sua Santa Mãe.
Próximo que estavam de Roma, ou seja, no porto de Óstia, Dona Mônica adoeceu e veio a falecer. Era o ano de 387, Monica estava com 55 anos, o belo modelo de mãe Cristã, deixa para a história o testemunho de fé e de perseverança de mais de 20 anos de preces, lagrimas e suplicas.
Santo Agostinho eternizou sua mãe escrevendo:
“Próximo já do dia em que ela ia sair desta vida, sucedeu que nos encontrássemos sozinhos ela e eu, apoiados a uma janela cuja vista dava para o Jardim Interior da casa. Era em Óstia, onde apartados da multidão, após o cansaço de uma longa viagem, retemperávamos a sós, muito docemente. Esquecendo o passado e ocupando do futuro, qual seria a vida eterna dos Santos, que nunca os olhos viram nunca o ouvido ouviu, nem o coração do homem imaginou. Nossos corações abriam-se ansiosos para a corrente celeste da fonte da vida divina.”
Que todas as mães possam ter a certeza de que suas preces não caem no esquecimento de Deus. Suas lagrimas comovem o coração do senhor. “Pois quando uma mãe se ajoelha em preces, um filho se levanta.”

Amém

Paz e Bem!

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